terça-feira, 25 de maio de 2010

Gravação do Documentário


Oi pessoal, sábado dia 22, fomos gravar o documentário sobre o centro de São Paulo. Demos enfâse na região da Praça da República.
Segue algumas fotos que farão parte do documentário.



Secretária da educação em reforma.

Prédios ao redor da Praça da República.

Olha nossa amiga Renata na Estação República.

Fotos de Elisângela Silvino.


segunda-feira, 24 de maio de 2010

Feira de Arte da Praça da República


A Feira da Praça da República começou como uma pequena feira de selos. Com a chegada de colecionares de moedas e hippies, o evento cresceu e se transformou em um espaço voltado para artes e artesanato. Realizada aos domingos, é um ponto de passagem obrigatória tanto para turistas que visitam São Paulo, quanto para moradores da cidade.

Na feira da Praça da República, além da varidedade de produtos comercializados, os visitantes também encontram uma pequena praça de alimentação. Lá, você se depara desde sabonetes até peças para decoração, passando por bolsas, roupas, brinquedos, bijuteria e artigos em prata. A maioria dos artigos é vendida pelos próprios produtores, proporcionando um contato direto entre os artistas e o público em geral, que pode comprar os produtos por preço mais barato.


Filmado por Juliana Carvalho.
Retirado do site:http://www.guiadasemana.com.br/ Sao_Paulo/Passeios/Estabelecimento/Feira_da_Praca_da_Republica.aspx?id=13273

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Rua 25 de março

A rua Vinte e Cinco de Março localizada na cidade de São Paulo, SP, considerada o maior centro comercial da América Latina, pois consiste em um dos mais movimentados centros de compras varejistas e atacadistas da cidade.
Um dos grandes entraves do comércio local é o alto número de barracas de camelôs que disputam espaço com as lojas comerciais, vendendo os mais diversos produtos nacionais e importados, sem o reconhecimento oficial.
Nas suas proximidades existem diversas galerias que vendem produtos importados a baixo custo, com destaque aos aparelhos eletro-eletrônicos, podemos citar a Galeria Pagé, conhecida pela grande gama de produtos postos à venda, Shopping 25 de Março entre outros estabelecimentos comerciais.

História

O primeiro registro aponta a existência da rua em 1865, em substituição à Rua de Baixo, fato revelado por Lineu Francisco de Oliveira no livro Mascates e Sacoleiros.
A primeira grande enchente na região pode ter ocorrido em 1.° de janeiro de 1850, quando um temporal de seis horas aumentou o nível dos rios Tamamduateí e Anhangabaú e a água invadiu casas, causando a destruição de 27 delas, sendo 14 de taipa. Mais tarde, os rios foram desviados e canalizados, embora, até hoje, a região registre enchentes .
Episódios de violência também marcam sua trajetória. Em 1908, um dono de uma loja de tecidos, Elias Farah, foi assassinado por um de seus empregados, um imigrante de Beirute chamado Miguel Traad. Farah foi estrangulado, esquartejado e colocado dentro de uma mala por Traad.
Seu nome é uma homenagem dada pela câmara municipal e poder executivo, referente ao dia em que foi redigida a primeira Constituição brasileira de 1824. Foi outorgada pelo imperador D. Pedro I.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Galeria do Rock



A Galeria do Rock é um conglomerado de 450 estabelecimentos comerciais, sendo 190 dedicadas ao mundo do rock. São vendidos CDs, discos, vídeos, camisetas, acessórios, bandeiras, pôsteres e itens de decoração. Há também estúdios de piercing e tatuagem e sedes de fã-clubes, como o Magical Mystery Tour (Beatles), Sepultura, e Raul Seixas. Os outros são lojas de roupas, estabelecimentos de serigrafia, salões de cabeleireiros, oculistas, alfaiates, etc.

O prédio onde hoje se encontra a Galeria foi fundado em 1963, com o nome de Shopping Center Grandes Galerias, um centro comercial diversificado com lojas de serigrafia, salões de beleza, locais que realizavam consertos de TVs e outros.

No final dos anos 70, o edifício passou a começou a haver uma “invasão” de lojas de disco voltadas principalmente para o rock, comandada pela loja Baratos Afins, a primeira que se instalou por ali.

A cultura de rua e o hip hop também têm seu espaço no térreo e subsolo.


Curiosidades:

O projeto arquitetônico é de Alfredo Mathias, inspirado na escola de Oscar Niemeyer, como indica a fachada em formato ondulado. Niemeyer foi o responsável pelo projeto do conhecido e charmoso Edifício Copan.
Os anos 80, na Galeria, foram marcados por brigas de gangues, uso indiscriminado de drogas e um certo abandono, frutos do descaso do então síndico Miguel Camassa, que também era delegado de polícia. Sentindo os prejuízos na pele, os lojistas organizaram-se e conseguiram eleger Antonio Souza Neto, que possui seis estabelecimentos ali, como novo síndico.

Toda a parte hidráulica, seguranças foram contratados para circularem pelos corredores, os gastos com condomínios foram replanejados e diminuíram e os assaltos, que eram cerca de quinzes por mês, em média, hoje quase não existem.
Há tempos a Galeria é considerada um ponto turístico alternativo e referência para os amantes de rock. Personalidades como Bruce Dickinson (vocalista do Iron Maiden) e Kurt Cobain (ex-vocalista do Nirvana) e bandas como Dream Theater, Paradise Lost e Sepultura já passaram por lá para tardes de autógrafos ou apenas para dar uma volta pelos corredores.
O local pode entrar para o Guiness Book (livro dos recordes) como maior concentração de estabelecimentos dedicados ao rock.

Serviço:
Galeria do Rock
Horário: de segunda a sexta, das 9h às 20h; sábado, das 9h às 17h
Rua 24 de Maio, 62 (entrada também pela Av. São João, 439)
Entrada franca
Próximo ao Metrô República

Retirado do site:http://sampacentro.terra.com.br/textos.asp?id=202&ph=10


Shopping Light



O edifício original, sede de empresas de eletricidade como a Light e a Eletropaulo, conhecida como São Paulo Tramway Light and Power, foi inaugurado no final dos anos 20 pelo escritório de Ramos de Azevedo. Depois de uma reforma que durou dez anos, o Shopping Light foi inaugurado em 17 de novembro de 1999.

Uma parceria entre a CEI Empreendimentos (que já implantou 14 Shopping Centers por todo o Brasil, inclusive em edifícios históricos), a Birmann e a Parinvest tornou viável a execução de um projeto que preservasse as características originais do prédio, adaptando-o para o funcionamento de um empreendimento comercial.


Curiosidades:

A reforma do edifício e o processo de transformação em Shopping Light levou dez anos e consumiu cerca de 45 milhões de reais.
Assim como o nome, as características originais do prédio foram preservadas: a limpeza da fachada foi resultado de um trabalho cuidadoso para que o concreto não se deteriorasse.
Os toldos vermelhos são uma homenagem às proteções de janela usadas nos anos 30 com essa cor.
Os elevadores e banheiros originais também foram mantidos - nestes últimos, foram colocadas bacias novas ao lado das existentes.
Os elevadores e as escadas rolantes foram concentrados em um pavimento anexo, onde funcionou o restaurante Panamericano e depois o refeitório dos funcionários da Light.
O edifício foi duplamente tombado: pelo Condephaat (órgão estadual) e pelo Conpresp (órgão municipal).
O autor do projeto do Shopping Light é o arquiteto e professor da FAU-USP Carlos Faggin.
O prédio tem seis pavimentos, 100 lojas e mais de 17 mil m2.
Em três anos de atividade, o Shopping Center Light conquistou o público do Centro e atraiu também consumidores das demais regiões de São Paulo, registrando uma visitação diária de mais de 35 mil pessoas.
O Light dispõe de Praça de Alimentação com capacidade para 800 pessoas sentadas, além de estacionamento com manobristas e 200 vagas cobertas.



Serviço:
Shopping Light
Horário: de segunda a sexta, das 10h às 21h, e sábado, das 10h às 19h
Esquina da Rua Xavier de Toledo com o Viaduto do Chá, tel.: 3257-2299
Próximo ao Metrô Anhangabaú
Site: www.shoppinglight.com.br

Retirado do site:http://sampacentro.terra.com.br/textos.asp?id=105&ph=22


Ipiranga x São João


O cruzamento das avenidas Ipiranga e São João se transformou definitivamente em um dos símbolos e referências mais famosos de São Paulo, especialmente do Centro da cidade, em 1978, quando Caetano Veloso gravou a música "Sampa". (Aquela que diz "alguma coisa acontece no meu coração/ que só quando cruza a Ipiranga e avenida São João".)

As duas avenidas tiveram seus dias de ruas tranqüilas até a década de 30. De 1938 a 1945, durante a gestão do prefeito Prestes Maia, tiveram início grandes obras na cidade, principalmente com o alargamento de ruas e a abertura de novas vias. Este programa visava comportar os automóveis, que eram cada vez mais utilizados.

O prefeito prolongou a avenida São João e transformou a então rua Ipiranga em avenida. Prédios modernos começaram a ser construídos nestas vias, que se transformaram na artéria principal da cidade, onde estavam as grandes empresas. O local virou ponto de encontro. Na década de 70, começou um período de decadência, com promiscuidade e muitos assaltos. O movimento de transeuntes acabou caindo, o que acarretou na diminuição do movimento do comércio da cidade.

Vinte anos depois, a prefeitura, com o intuito de recuperar o local, construiu um calçadão na avenida São João, no trecho entre o Vale do Anhangabau e o Largo do Paissandu. A idéia era trazer de volta o status de ponto de encontro dos paulistanos. As obras ficaram prontas e até muito bonitas, mas acabaram deixando o lugar perigoso no período da noite e aos domingos, quando não há movimento ali.


Curiosidades:


-Como a região do Anhangabaú era considerada muito insalubre, as pessoas levavam consigo uma imagem de São João Batista para atravessar o Vale. Daí surgiu o nome da Avenida São João, que foi resultado do loteamento da chácara de Luís Antônio de Queirós.
- A avenida São João foi uma das primeiras a serem servidas por bondes elétricos em São Paulo
- A Escola Americana, fundada em 1872, mundou-se para a avenida São João em 1878. De lá, foi para a rua Itambé e depois para a rua Piauí, onde cresceu e se transformou na Universidade Mackenzie
- Na esquina da avenida São João com a rua São Bento existiu o Café Brandão, um local famoso que foi demolido em 1915 para a construção do Edifício Martinelli
- Entre as décadas de 40 e 60, grandes bailes ao som de orquestras eram realizados nas casas da região das avenidas Ipiranga e São João. As casas empregavam uma média de 40 músicos cada. Uma delas era a Boate e Confeitaria Marabá, que em 1944 deu lugar ao Bar Brahma, Assim, conhecido por ser ponto de encontro de artistas e políticos da cidade. Diz-se até que Adoniran Barbosa tinha uma mesa cativa ali.
- A avenida Ipiranga abriga alguns dos famosos pontos históricos e turísticos de São Paulo, como o Edifício Copan e o Edifício Itália. A avenida também passa pela Praça da República.
- No ano de 1943 foi inaugurado o então luxuoso Cine Ipiranga, que existe até hoje, mas sem o mesmo glamour.

Retirado do site:http://sampacentro.terra.com.br/textos.asp?id=241&ph=34


Ruas do Triângulo



O Triângulo é onde a cidade de São Paulo nasce. O perímetro delimitado pelas Ruas Direita, São Bento e 15 de Novembro, no Vale do Anhangabaú (chamado na época de “Vale Intransponível”), concentra a ferveção populacional da São Paulo do início do século.

O Centro era balizado pelos Conventos de São Francisco, São Bento e São Carmo. As ruas não iam além dos vales dos rios Tamanduateí e Anhangabaú. Tudo era tão perto que a primeira linha de bonde, puxado por animais, só seria inaugurada em 1872. Mas o primeiro passo para tirar São Paulo do destino periférico havia sido dado no ano anterior. A inauguração da ferrovia Santos-Jundiaí, em 1867, iria ajudar a canalizar para a cidade a riqueza do café, que se expandia pelo oeste do Estado. E, no sentido contrário, iria trazer milhares de imigrantes estrangeiros.

Consideradas estreitas até para os padrões de construção da época, com o passar do tempo, as “Ruas do Triângulo” se transformaram, naturalmente, em ruas estritamente para pedestres.

Durante o governo de João Teodoro (1872-1875), foi feito o calçamento das ruas da região, uma novidade então na época, abrangendo também o Largo do Rosário e a Praça da Sé.

O Triângulo acabou virando uma região de passeio. A expressão “fazer o Triângulo” acabou denominando o passeio de grupos de rapazes saindo do Largo São Bento, avançando pelas Ruas 15 de Novembro, Direita e São Bento, enquanto as moças faziam o trajeto inverso. O Bar Viaduto, na Rua Direita, com orquestra todas as noites, também servia aos propósitos dos apaixonados.

Em virtude de seu formado arcaico das artérias do Centro antigo, o cruzamento entre a Rua São Bento e a Rua Direita foi chamado de “Quatro Cantos”.


Curiosidades:


A “fotografia animada” ou “lanterna mágica” –-como era chamado então o cinema—- é apresentada pela primeira vez na cidade em um salão na Rua 15 de Novembro. A Rua São Bento foi considerada o berço do cinematógrafo por ter sido nela construído o primeiro cinema, ao qual foi dado o nome de Íris.
Foi dado o nome de Rua Direita por ser o “caminho direito” entre o terreiro da Sé e o despenhadeiro do Anhangabaú. Anteriormente, seu nome completo era Rua Direita de Santo Antônio.
A Rua 15 de Novembro já foi chamada de Rua do Rosário dos Homens Pretos por causa de uma igreja que ficava onde hoje é a Bolsa de Mercadorias & Futuros, depois, de Rua da Imperatriz e, a partir da Proclamação da República, adquiriu seu nome atual.
O Café Girondino na Rua São Bento foi inaugurado em 9 de fevereiro de 1998, baseado nas antigas cafeterias do início do século
A Rua da Quitanda já se chamou Beco da Cachaça e Rua do Cotovelo, antes de passar a ser uma rua de comércio de produtos desde cocada até sacos de farinha e de feijão.
As vitrines da Casa Fretin foram confeccionadas por técnicos do Liceu de Artes e Ofícios, localizado no mesmo prédio da Pinacoteca do Estado.
O escritório fotográfico de Guilherme Gaensly ficava na Rua 15 de Novembro, de onde ele fez os principais registros da sociedade paulistana do início do século influenciada que estava com o dinheiro do café.
A Rua Direita já se chamou Direita de Santo, Santo Antônio e Direita da Misericórdia, em razão de quando São Paulo foi convertido ao cristianismo, Deus teria dito: "Segue directum que Me encontrarás" (por isso também todas as Ruas Direitas desembocam em alguma igreja).

Serviço:
Ruas do Triângulo
Ruas São Bento, 15 de Novembro e Direita
Próximas ao Metrô São Bento.

Retirado do site:http://sampacentro.terra.com.br/textos.asp?id=162&ph=12


Mercado Municipal



O Mercado Municipal, também chamado de Mercado da Rua Cantareira, foi inaugurado em 25 de janeiro de 1933. Quem assina o projeto em estilo neoclássico é Felizberto Ranzini, do escritório de arquitetura de Ramos de Azevedo.

A construção do Mercado foi totalmente planejada para abrigar os comerciantes da região central da cidade, que vendiam seus produtos ao ar livre até então.

Curiosidades:

Considerado muito elegante, o Mercadão, como foi apelidado carinhosamente, foi considerado "majestoso demais para a finalidade", na época de sua inauguração, quando também era qualificado como "templo da gastronomia".
A construção tem mais de 10 metros de pé direito, sustentado por imponentes colunas.
Além dos produtos alimentícios das mais variadas procedências, outros grandes atrativos do Mercado Municipal são os 55 vitrais em estilo gótico vindos da Alemanha. Além disso, adornam o edifício abóbodas sustentadas por arcos abaulados.
Todos os dias saem do Mercadão cerca de 350 toneladas de alimento. Pelos seus corredores, circulam cerca de 10 mil pessoas -- aos sábados, o número dobra.
O Mercadão conta atualmente com 316 boxes (que vendem desde bolinhas de mussarela com recheio de goiabada até carne de cordeiro, passando por charutos, flores, utensílios domésticos, animais de estimação e, claro, um delicioso cafezinho) espalhados por 12.600 metros quadrados de área.

Serviço:
Mercado Municipal
Horário: de segunda a sábado, das 7h às 18h. Domingos, das 7h às 13h
Rua da Cantareira, 306, tel. 3228-0673
Site: www.mercadomunicipal.com.br
Próximo à Rua 25 de Março e ao Metrô São Bento

Retirado do site:http://sampacentro.terra.com.br/textos.asp?id=157&ph=14


Minhocão ou Elevado Presidente Costa e Silva



Idealizado por Faria Lima, durante seu governo, de 1965 a 1969. O Minhocão não se trata propriamente de uma obra de arquitetura, e sim de engenharia, mas causou um impacto inegável na paisagem urbana da região central de São Paulo. Idealizado na gestão de Faria Lima (1965-69), o projeto foi abandonado devido à reação negativa dos técnicos e da população.

Em 1970, Paulo Maluf, em sua primeira passagem pela prefeitura, ressuscitou a idéia durante seu governo e, após 11 meses de obras, o Minhocão abraçou o espaço da Praça Roosevelt, na Consolação, até o Largo Padre Péricles, em Perdizes, passando por cima da Rua Amaral Gurgel e da Avenida São João.

Ele passa a cinco metros dos prédios de apartamentos. Tem 3,4 quilômetros e liga a região central à zona oeste da cidade. Entre as críticas que já recebeu, foi chamado de “cenário com arquitetura cruel” e “uma aberração arquitetônica”. Até hoje não é bem visto pela população da região, que teve seus imóveis desvalorizados e teve de ver a deterioração do local. Em 1976, cinco anos após sua inauguração, o Minhocão passou a ser interditado à noite. A medida foi adotada para evitar os acidentes noturnos, que tinham se tornado rotina e para diminuir o barulho na região. Em novembro de 1989, a então prefeita Luiza Erundina determinou que o elevado fosse interditado das 21h30 às 6h30.

Desde 71, quando o Minhocão foi aberto, o trânsito na via expressa só era permitido a carros de passeio e motocicletas. Em 94, tentou-se instalar uma linha de ônibus, que foi criticada até a idéia ser abandonada, poucas semanas depois, por não ter se mostrado viável economicamente. Em 94, ocorreram 14 acidentes no Minhocão, segundo a CET. No ano seguinte, foi feita uma reforma em uma das curvas para tentar evitar os freqüentes acidentes no local.
Em 98, os 2.725 metros do Elevado Costa e Silva, o Minhocão, foram decorados com pinturas de artistas plásticos, em uma tentativa de melhorar a polêmica construção que liga as regiões leste e oeste da cidade de São Paulo. O projeto, batizado de “Elevado à Arte”, foi criado pela Funarte (Fundação Nacional da Arte), entidade ligada ao Ministério da Cultura, e custou R$ 500 mil à patrocinadora Porto Seguro Seguros. As pinturas das laterais do Minhocão são de autoria dos artistas plásticos Maurício Nogueira Lima e Sônia von Brüsky. Nas colunas do trecho entre as Avenidas São João e General Olímpio da Silveira, será reconstituído o trabalho do arquiteto Flávio Motta, feito no local na década de 70.

Atualmente passa por nova reforma, ainda inconclusa, para revitalizar seu entorno.


Curiosidades:


O nome do viaduto é uma homenagem a um dos generais-presidentes do Brasil durante a época do regime militar.
O maior movimento no Minhocão acontece entre 8h e 9h, no sentido oeste-leste, quando passam, em média, 3.900 veículos. No período da tarde, o horário de maior movimento ocorre entre 17h30 e 18h30. Nesse horário, circulam cerca de 6.000 veículos nos dois sentidos. O viaduto fica interditado em domingos e feriados.
O Minhocão foi construído na avenida onde o Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, brincava quando criança. Naquela época, a rua se chamava Santa Adelaide.
O viaduto já foi palco de filmagens, como o longa “Terra Estrangeira”, de Hector Babenco, e “As Meninas”, adaptação do romance de Lygia Fagundes Telles dirigida por Emiliano Ribeiro, com Cláudia Liz e Otavio Augusto.
O nível de ruído embaixo do Minhocão é de 87 a 92 decibéis, segundo o Psiu (Programa de Silêncio Urbano) e a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente. O motor de um caminhão ou de uma motocicleta ficam por volta de 90 e uma casa noturna faz 95 decibéis.
A Associação dos Amigos do Minhocão (AAM) juntou-se ao Projeto Equilíbrio na tentativa de melhorar a qualidade de vida dos quatro bairros que são sombreados pelo Elevado Costa e Silva. Barra Funda, Vila Buarque, Consolação e Santa Cecília ganham agora um pólo cultural na antiga sede da Rede Globo. O novo espaço na Praça Marechal Deodoro, 356 (tel. 3664-7684) vai abrigar shows, cursos de dança de salão, capoeira, oficinas de teatro, vídeo, cinema e fotografia.

Serviço:
Minhocão
Horário: de segunda a sexta, das 6h30 às 21h
Endereço: Avenida Amaral Gurgel
Próximo ao Metrô Santa Cecília

Retirado do site: http://sampacentro.terra.com.br/textos.asp?id=111&ph=15


Copan

Uma grande curva na cidade saturada de ângulos retos. Considerado um marco da modernidade paulistana, o edifício Copan foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer em 1951 e desenvolvido por Carlos Lemos, chefe do escritório de Niemeyer em São Paulo. As obras foram concluídas em 1966.
Com o intuito de construir um complexo hoteleiro, residencial, turístico e de serviços -- o Maciço Turístico Copa
n -- a Companhia Panamericana de Hotéis e Turismo encomendou o projeto original a Oscar Niemeyer, que idealizou um lugar onde pessoas de diferentes organizações familiares, classes sociais e culturais pudessem conviver em harmonia. Para isso, além de apartamentos, foram projetadas diversas áreas de convivência, como um cinema, um teatro, um grande restaurante e um hotel de luxo.


No entanto, a Companhia Panamericana nunca conseguiu levar o projeto adiante. A planta da obra passou pelas mãos de representantes do Banco Nacional Imobiliário, da construtora e incorporadora CNI e do Bradesco, que alterou o projeto original e deu início às obras em 1957. O hotel e o teatro nunca saíram do papel e os apartamentos dos blocos E e F, que contariam com 3 dormitórios, foram redivididos em quitenetes e apartamentos de 1 quarto.


Curiosidades:

O Copan conta com a maior estrutura de concreto armado do país: foram utilizados até 400 kg por metro cúbico. Só o cimento utilizado nas brise-soleil (lâminas horizontais que aparam os raios solares) seria suficiente para se construir um prédio de dez andares.
Estima-se que os 1160 apartamentos abriguem cerca de 5 mil moradores. A densidade demográfica é tanta que o Correio criou um CEP específico para o edifício: 01066-900.
O prédio tem 115 metros de altura e 120 mil metros quadrados de área construída, sendo que os apartamentos maiores (localizados nos blocos A, C e D) têm até 350 metros quadrados.
Em contrapartida, os apartamentos menores localizam-se no Bloco B, onde há 20 quitenetes com 26 metros quadrados por andar. Mais da metade dos apartamentos do Copan (640 unidades) ficam nesse bloco, que já foi tido como um cortiço vertical.
Foi a configuração do terreno (uma faixa irregular entre a rua Araújo e a Vila Normanda, com frente para a avenida Ipiranga) o que determinou a forma sinuosa do edifício: Niemeyer criou a forma mais bela possível de ser implantada naquele espaço.
As passagens internas do Copan também são curvilíneas. Segundo o arquiteto Minoru Naruto, da FAU-USP, esse desenho favorece a intimidade das pessoas com o prédio e enriquece a experiência do percurso. A área de circulação tem atualmente cerca de 70 lojas.
Hoje em dia, o cinema localizado no térreo é uma filial da Igreja Renascer.
Classificado como Z8-200 (imóvel tombado), o prédio foi construído no mesmo período em que ergueram o Edifício Itália.
Esse imenso laboratório social já foi apelidado de "formigueiro" e de "prédio dos descasados" nos anos 70. No entanto, até hoje ele é palco de algumas "lendas" e já virou até livro: Arca sem Noé, de Regina Rheda (ed. Paulicéia), inspirado nos vizinhos da autora.
O Copan já foi residência do dramaturgo Plínio Marcos e de Noêmia Mourão, viúva do pintor Di Cavalcanti.
O edifício tem duas inscrições no Guiness Book (O Livro dos Recordes): uma por "maior área construída" e outra por "maior número de unidades".

Serviço:
Edifício Copan
Avenida Ipiranga, 200
Próximo ao Metrô República

Retirado do site:
http://sampacentro.terra.com.br/textos.asp?id=118&ph=3


Mosteiro São Bento


A Fundação

Os monges beneditinos chegaram à São Paulo em 1598. A Companhia de Jesus e a Ordem do Carmo eram as únicas ordens religiosas em São Paulo.

Fr. Mauro Teixeira foi o primeiro beneditino a chegar à São Paulo. Natural da cidade de São Vicente, ele foi discípulo direto do jesuíta Pe. José de Anchieta. Após a morte de seus familiares pelos índios tamoios, num ritual de canibalismo, Fr. Mauro entrou no Mosteiro de São Bento da Bahia.Terminada sua formação monástica, o Padre Provincial Fr. Clemente das Chagas o envia à São Paulo, onde funda uma pequena ermida, núcleo inicial da presença dos beneditinos na cidade. Logo em seguida, vem o Pe. Fr. Mateus da Ascenção edificar um mosteiro e formar o primeiro núcleo comunitário.

Assim que ele chegou, a Câmara Municipal doou, em 9 de maio de 1600, um pedaço de terra que situava-se "no lugar mais ilustre da vila, depois do Colégio da Companhia", em doação perpétua "até o fim do mundo". O local era onde se localizava a antiga taba do caçique Tibiriçá, "o glorioso índio que realizara a aproximação euro-americana e permitira o surto da civilização no planalto, salvando São Paulo da agressão tamoia de 1562", segundo as palavras do historiador Taunay.

Somente em 1634, as obras foram terminadas e constituída em Abadia. A capela fora dedicada a São Bento. Posteriormente, a pedido do Governador da Capitania de São Vicente, D. Francisco de Sousa, grande benemérito dos beneditinos, foi mudado o patrono da capela paulistana para Nossa Senhora de Montserrat. E, 100 anos depois, em 1720, a capela passou a chamar-se de Nossa Senhora da Assunção, título que se conserva até hoje.

No Capítulo Geral de 14 de maio de 1635, o primeiro Visitador da Província, o espanhol Fr. Álvaro Carvajal foi eleito o primeiro Abade de São Paulo.

Retirado do site: http://www.mosteiro.org.br/


terça-feira, 11 de maio de 2010

Pátio do Colégio


O Pátio do Colégio é um sítio arqueológico, onde foi levantada a primeira construção da atual cidade de São Paulo, quando o padre Manuel da Nóbrega e o então noviço José de Anchieta, jesuítas a mando de Portugal, resolveram estabelecer um núcleo para fins de catequização de indígenas no Planalto.

História

O Pátio do Colégio é o marco inicial no nascimento da cidade de São Paulo. O local, no alto de uma colina entre os rios Tamanduateí e Anhangabaú, foi o escolhido para iniciar a catequização dos indígenas.
Em 25 de janeiro de 1554 foi realizada diante da cabana coberta de folhas de palmeira ou de sapê de cerca de 90 m² - ou, como descrita por Anchieta, de 10 por 14 passos craveiros (passo craveiro era uma medida linear portuguesa) - a missa que oficializou o nascimento do colégio jesuíta. Em 1556 o padre Afonso Brás, precursor da arquitetura brasileira, foi o responsável pela ampliação da construção original, que recebeu oito cubículos para servir de residência aos jesuítas. Brigas entre os colonos e religiosos culminaram na expulsão dos jesuítas do local em 1640, para onde só retornariam treze anos mais tarde. Na segunda metade do século XVII é erigida a terceira edificação, de taipa de pilão.
O Pátio do Colégio foi sede do governo paulista entre os anos de 1765 e 1908, após a apropriação do local pelo Estado, servindo como Palácio dos Governadores, devido à expulsão dos jesuítas de terras portuguesas, determinada pelo Marquês de Pombal em 1759. O antigo casarão colonial foi completamente descaracterizado por profundas reformas durante todo esse período, sobretudo no último quartel do século XIX.

Há fragmentos de uma parede do antigo colégio dos jesuítas na edificação atual, que procura simular a original seiscentista, visto que em 1896 a igreja foi demolida e o Palácio dos Governadores foi derrubado por volta de 1954, sendo inaugurado o conjunto no formato atual em 1979. Abriga o Museu Anchieta.

Retirado do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1tio_do_Col%C3%A9gio



CURIOSIDADE : ORIGEM DO BAIRRO PARQUE EDU CHAVES

Oi pessoal, tudo bem?
Aqui é a Juliana C, e a Juliana Z. iremos postar a história do nosso bairro, como uma curiosidade, achamos interessante conhecermos também histórias de bairros não tão famosos de São Paulo. Nosso bairro é o Parque Edu Chaves



LOCALIZAÇÃO


O Parque Edu Chaves está localizado na zona norte da cidade de São Paulo, distante 5 km do Trópico de Capricórnio e 11 km do "Marco Zero", situado na Praça da Sé desta exuberante metrópole. O Parque Edu Chaves tem como vizinhos os bairros de Vila Sabrina, Jardim Brasil, Jaçanã, e seu lado leste margeado pelo Rio Cabuçu de Cima e Rodovia Fernão Dias. No Censo de 2000, a população registrada era de 63.500 habitantes.


ORIGEM

Antes, uma região pantanosa, coberta de vegetação rasteira e marcada por pastagem de boiada e trilhas de boiadeiros, onde existiam muitas traíras e rãs por ocasião do transbordamento do Rio Cabuçu de Cima. Foi construído o primeiro campo de aviação e a primeira escola de pilotos. O bairro foi idealizado pelo proprietário da área, aviador Eduardo Pacheco Chaves.

Em 03 de dezembro de 1924, Eduardo Pacheco Chaves vendeu uma parte de suas terras para Max Lowestein, e outra para a Sociedade Comercial & Construtora S.A., que fez os loteamentos. A Companhia Planurba elaborou o planejamento das ruas arredondadas e ficou encarregada de vender os 1535 lotes.

O povoamento do bairro teve início em 1953, com a construção de trezentas casas financiadas pela Caixa Econômica e vendidas aos sargentos da então Força Pública.

CARACTERÍSTICAS

Hoje, o bairro é uma típica região de classe média, possui um traçado "sui generis", com uma praça central denominada Comandante Eduardo de Oliveira, contendo ruas circulares e outras radiais, largas, planas, pavimentadas e arborizadas, cuja estética teve a inspiração geométrica do charme francês da Place D'Etoile, em Paris, onde fica o Arco do Triunfo.

SOCIEDADE AMIGOS DO PARQUE EDU CHAVES


Em 11 de Agosto de 1957, Arlindo de Souza Pícoli, sargento da Força Pública, juntamente com outros moradores, fundou a Sociedade Amigos do Parque Edu Chaves, "SAPEC", ativa até a presente data, a qual conquista melhorias para o desenvolvimento do bairro.



LIONS CLUBE

Em 29 de março de 1980, Anildo Baldin e outros abnegados moradores criaram o Lions Clube Parque Edu Chaves, com intuito de prestar serviços à comunidade. O mesmo funcionou por aproximadamente dez anos, deixando sua contribuição na área social.

BRIGADA ECOLÓGICA EDU CHAVES

Em 1980, um grupo de moradores preocupados com o meio ambiente deu início ao plantio de árvores no bairro, porém somente em 1994 foi fundada a Brigada Ecológica Edu Chaves, composta por sua primeira diretoria (Presidente José Pinheiro, Secretário Gildo Benício (in memorian), Tesoureira Irma Saade e Ouvidor Julio Caprara). Desde então, desenvolve trabalho de planejamento para arborização das ruas e praças locais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida na comunidade. Neste particular, exaltam-se os moradores do bairro, especialmente a classe estudantil, pelo elevado grau de conscientização e atitudes ecológicas na defesa e preservação da natureza.

S.O.S ENCHENTES

Em 15 de janeiro de 1991, ocorreu a maior enchente da história do bairro, que motivou a criação da "S.O.S. Enchentes", grupo de trabalho liderado por Moacir Maiochi, que pelo seu empenho conseguiu a canalização do Rio Cabuçu de cima junto ao governo do estado, eliminando definitivamente o problema.

ASSOCIAÇÃO DOS COMERCIANTES DO PARQUE EDU CHAVES

Em 26 de novembro de 2002, Marcos Roberto Seicho, juntamente com comerciantes do bairro, fundaram a Associação dos Comerciantes do Parque Edu Chaves, "A.C.O.M.P.E.C.", visando organizar o desenvolvimento comercial. Uma de suas conquistas foi o novo acesso ao bairro pela Rodovia Fernão Dias.

PROSAICO DA VIDA REAL

Preenchendo um espaço tão necessário do cotidiano, sem qualquer exigência normal, o bairro preserva um "ponto de encontro", onde pessoas de várias faixas etárias se reúnem para ouvir, discutir e opinar sobre os acontecimentos do país, do estado e do município. Trata-se da "Barbearia do Alfredo", fundada em 1957, local acolhedor, onde os freqüentadores exaltam suas prosas e cultivam suas estórias de vivências passadas e presentes, as quais provocam risos e, às vezes, reflexões, conservando uma dinâmica da vida real e funcionando como "arauto da comunidade regional".

Historiador: José Pinheiro dos Santos

Retirado do site:http://www.saopaulominhacidade.com.br/list.asp?ID=2476
http://brunocovas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Sociedade-Amigos-Parque-Edu-Chaves-SAPEC-11-2-2010-12-35-02-230x153.jpg


Postado por Juliana Carvalho e Juliana Zonatto.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A História de São Paulo por suas imagens



A primeira missa de São Paulo de Piratininga é o marco do nascimento da cidade.
Henrique Ferraz
Estudante de Arquitetura e Urbanismo da EESC-USP - Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo
e-mail: henriqueferraz_arqurb@yahoo.com.br

Antes da chegada dos portugueses ao Brasil, os povos ameríndios já haviam ocupado todo território latinoamericano em 9000 a. C., sendo que em 2000 a. C. já se praticava a agricultura em todos os cantos do país. Na região onde hoje é o Estado de São Paulo, se encontravam as famílias indígenas dos tupi, dos guarani e dos jê, famílias estas compostas de vários troncos linguísticos e inúmeros dialetos. Com a chegada dos portugueses, iniciou-se um processo de genocídio dos indígenas, pois dos três milhões e meio de ameríndios nos idos do século XVI, temos hoje um pouco mais de duzentos mil indivíduos. Além deste extermínio em massa, temos também a escravização (subjulgando-os à exploração colonial), a expulsão de suas terras, o desrrespeito à sua cultura e linguagem (em paralelo ao processo de catequização), além das inúmeras mortes por doenças trazidas pelos colonizadores (uma simples gripe era um vírus fatal para uma sociedade que o desconhecia e não possuía os anti-corpos necessários). A visão portuguesa do Brasil era uma imensa terra sem dono, em eterna primavera e inocência. O gesto de batizarem a todos os lugares com o nome dos santos dos dias (Todos os Santos, São Sebastião, São Vicente, Monte Pascoal) confirma sua idéia de propriedade da terra, enquanto construção sócio-política que hoje conhecemos. Passado quase meio século de escravização indígena, sob defesa dos jesuítas, são criadas diversas leis (reais e eclesiásticas) que negavam a escravização do índio, sendo substituída pelo negro africano (devido aos altos lucros que esta rendia: "vão-se os navios com escravos, retornam-se as especiarias e outros artigos tropicais"). Os negros trazidos da África para o Brasil são, em sua maioria, vindos de Benguela (na costa oeste africana), Moçambique e Mombaça (na costa leste). Para os jesuítas, os negros eram inferiores e, por isto, não se importavam com sua escravidão. Para a corte, tanto importava negro ou índio, contanto que o tráfico de escravos rendesse lucro e se evitasse problemas com a Igreja Católica.
Assim, a história de São Paulo, como hoje conhecemos, inicia-se como uma interseção de caminhos vindos da Capitania de São Vicente (fundada em 1532 pelo português Martim Afonso de Souza). A escolha do local como povoado, ou seja, ponto de fixação humana, em meio à Mata Atlântica, foi estratégica pelo planalto que se configura como um descanso, após a íngreme subida pela Serra do Mar.

O Pátio do Colégio, acima em ilustração de 1824

Os únicos trechos de São Paulo realmente com 450 anos de colonização portuguesa são as imediações do Pátio do Colégio. O Pátio do Colégio era antes apenas um acampamento jesuíta: a edificação começou a ser construída após a primeira missa de São Paulo de Piratininga (ilustrada no topo do texto), em 25 de Janeiro de 1554, sendo concretizada em 1º de Novembro de 1555. Inicialmente era apenas uma pequena casa de jesuítas, medindo 14 por 10 passos (o equivalente a 90 m²): logo após tornaria-se também colégio de jesuítas (motivo de hoje ser conhecido por Pátio do Colégio), enfermaria, cozinha e refeitório. A partir de então, foi cenário das mais importantes atividades educacionais, cívicas, culturais e religiosas ocorridas na cidade. Futuramente, em 1770, o Pátio abrigou a sessão inaugural da Academia Paulista de Letras (outrora conhecida por "Academia dos Felizes"). Em 1882, após reforma, passou a ser o Palácio do Governo. Hoje, torna-se novamente importante para a cidade como centro cultural e histórico, recebendo uma média de 5 ônibus escolares, 40 visitantes brasileiros e 10 estrangeiros ao dia, que buscam um pouco das origens da história da cidade.



Gravura do século XVIII, ilustrando os tropeiros e os bandeirantes às margens do rio Tietê

Para além desta região, a história da cidade é bem mais recente. Até 1711, São Paulo ainda era uma vila colonial, só então elevada à categoria de cidade por D. João VI. Ainda assim, nos primeiros três séculos de ocupação da cidade, São Paulo não passou de apenas um entreposto comercial, suprindo tropeiros e bandeirantes de mantimentos e equipamentos na sua busca por indígenas (para a catequização e trabalhos agrícolas), quilombos de escravos fugidos e, posteriormente, ouro. Os bandeirantes de São Paulo eram os mais cruéis, sendo Domingos Jorge Velho o responsável pela prisão dos índios cariris e janduís, além da destruição do quilombo de Palmares (na região entre Sergipe e Pernambuco) em 1654. Outros bandeirantes paulistas se destacaram nas bandeiras em busca de ouro, como Antônio Rodrigues de Arzão, que descobriu o metal em Cataguases (Minas Gerais), em 1693, ou Antônio Dias Oliveira, que fundou Vila Rica (atual Ouro Preto, Minas Gerais) em 1698, ou ainda Borba Gato, que em 1700 encontrou ouro em Sabará (também em Minas Gerais). A visão romântica de que os bandeirantes eram heróis paulistas deve-se ao valor da história paulista após a Revolução Constitucionalista de 1932, melhor explicitada adiante.


Retirado do site:http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.cdcc.usp.br/ciencia/artigos/art_23/sampaimagem/ptoColegio5.jpg&imgrefurl=http://www.cdcc.usp.br/ciencia/artigos/art_23/sampa.html&usg=__ycWC4X8ARDacfv49JLFHOmK8hXc=&h=345&w=648&sz=37&hl=pt-BR&start=8&um=1&itbs=1&tbnid=YSzd3hZaGtmxcM:&tbnh=73&tbnw=137&prev=/images%3Fq%3Dp%25C3%25A1tio%2Bdo%2Bcol%25C3%25A9gio%2Bantigo%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26tbs%3Disch:1


Vale do Anhangabaú

O Vale do Anhangabaú é uma região do centro da cidade de São Paulo. É um espaço público caracterizado como praça, no qual tradicionalmente se organizam manifestações públicas, comícios políticos e apresentações e espetáculos populares. Atualmente, define-se como uma extensa laje — configurada como calçadão — sobre um entrocamento rodoviário, possuindo papel importante na circulação de pedestres do Centro da cidade. Esta plataforma está localizada a aproximadamente dez metros acima da cota do vale propriamente dita, de tal forma a permitir a passagem subterrânea do tráfego rodoviário. O espaço também se interliga a outras praças da área central, como a Praça Ramos de Azevedo, justaposta ao Vale, ao Largo de São Bento, por meio das escadarias do metrô e à Praça da Bandeira, atualmente ocupada por um terminal de ônibus.

Não se sabe ao certo quando o Vale do Anhangabaú foi ocupado, mas há registros que apontam que, em 1751, o governo já estava preocupado com um vale aberto por Tomé de Castro na região entre o Rio Anhangabaú e um lugar onde se tratava a água chamado "Nhagabaí".

Até 1822, a região não era mais que uma chácara pertencente ao Barão de Itapetininga (e depois, à Baronesa de Itu), onde se vendia agrião e chá. Lá, os moradores precisavam atravessar a Ponte do Lorena para chegar do outro lado do morro, dividido pelo rio. Como esse caminho era muito tortuoso, foi transformado em rua em 1855: era a Rua Formosa.

Em 1877 começou a urbanização da área, com a idealização do Viaduto do Chá — que só veio a ser inaugurado em 1892. A construção do viaduto gerou a desapropriação de chácaras no local, e um projeto do engenheiro Alexandre Ferguson de construir 33 prédios de cada lado do vale para serem alugados.

Após um longo período de descuido, em 1910 foi feito o ajardinamento do Vale do Anhangabaú, resultando na formação do Parque do Anhangabaú. No fim da década de 1930 o parque foi eliminado, substituído por uma via expressa. Foi criada uma ligação subterrânea entre as Praças Ramos de Azevedo e do Patriarca (a Galeria Prestes Maia).

Durante a década de 1980 a prefeitura de São Paulo promoveu um concurso público para a remodelação da região. Os arquitetos Jorge Wilheim, Jamil José Kfouri e Rosa Grena Kliass foram os vencedores, propondo a criação de uma grande laje sobre as avenidas existentes no local em altura suficiente para ligar os dois lados do Vale, com o tráfego de automóveis abaixo e recriando a área verde entre os viadutos do Chá e Santa Ifigênia. Este projeto é o que atualmente existe no local. O projeto paisagístico é composto por desenhos bastante geometrizados, tanto dos pisos quanto dos recantos.

Retirado do site:http://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_do_Anhangaba%C3%BA


quarta-feira, 5 de maio de 2010

Teatro Municipal

Foto tirada entre 1902 e 1927, pelo fotógrafo suiço Guilherme Gaensly


O Teatro Municipal de São Paulo é um dos mais importantes teatros de cidade e um dos cartões postais da capital paulista, tanto por seu estilo arquitetônico semelhante ao dos mais importantes teatros do mundo, e claramente inspirado na Ópera de Paris, como pela sua importância histórica, por ter sido o palco da Semana de Arte Moderna de 1922, o marco inicial do Modernismo no Brasil. Foi construído para atender o desejo da burguesia paulista da época, que enriquecida pelo café queria que a cidade estivesse à altura dos grande centros culturais da época, assim como promover aópera e o concerto. Abriga atualmente a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, Orquestra Experimental de Repertório, Coral Lírico, o Coral Paulistano e o Ballet da cidade de São Paulo.


Os primeiros anos

No período de 1912 a 1926, o teatro apresentou 88 óperas de 41 compositores, sendo dezessete italianos, dez franceses, oito brasileiros, quatro alemães e dois russos, totalizando 270 espetáculos. Mas o fato mais marcante do teatro no período e talvez em toda a sua existência não foi uma ópera e sim um evento que assustaria e indignaria grande parte dos paulistanos na época: a Semana de Arte Moderna de 1922.

A Semana de Arte Moderna

De 11 a 18 de fevereiro, o Theatro Municipal sediou um evento modernista que veio a ser conhecido como a Semana de Arte Moderna de 1922. Durante os sete dias de evento ocorreu uma exposição modernista e nas noites dos dias 13, 15 e 17 aconteceram apresentações de música, poesia e palestras sobre a modernidade no país e no mundo.

O Modernismo pregava a ruptura de todo e qualquer valor artístico que existira até o momento, propondo uma abordagem totalmente nova à pintura, à literatura, à poesia e aos outros tipos de arte. A "Semana" contou com nomes já consagrados, como Graça Aranha e outros, que se tornariam futuros grandes expoentes do modernismo brasileiro. Participaram da Semana Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Menotti Del Picchia, Di Cavalcanti,Víctor Brecheret, Heitor Villa-Lobos, entre outros. Tarsila do Amaralnão participou da Semana, pois se encontrava na Europa na ocasião e recebeu notícia da mesma através de cartas, sobretudo de Anita Malfatti, amiga que a apresentaria, em meados de 1922, a Menotti, Mário e Oswald. Essas cinco personalidades passaram a se frequentar e se reunir a partir de então, passando a se auto-dominar como o Grupo dos Cinco, em que informações sobre a arte moderna eram trocadas, vivenciadas e praticadas.

Retirado do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_Municipal_de_S%C3%A3o_Paulo


terça-feira, 4 de maio de 2010

Praça da República


Requalificação da Paisagem Urbana

Praça da República, uma das mais nobres áreas verdes da região central de São Paulo, está passando por reformas. Quando for entregue renovada, em 2007, estará muito parecida com seu traçado original, de 1905. A praça voltará a ser um local de convívio, aberto ao descanso e lazer da comunidade.

Na ligação entre as ruas do Arouche e Sete de abril, por exemplo, haverá um processo de despoluição visual, com o rebaixamento dos canteiros e grelhas e remoção de algumas árvores - que serão transplantadas na própria República. Na área entre o edifício Caetano de Campos haverá uma fileira de palmeiras.

Todas as áreas degradadas receberão novos pisos e as esculturas passarão por tratamento especial, incluindo iluminação artística. Na parte central, o coreto ganhará novos revestimentos e nova iluminação, além de recuperação do piso. As intervenções nos lagos incluem a correção das imperfeições do traçado, a restauração da impermeabilização e a implantação de canteiros aquáticos e de seixos. E um novo projeto de paisagismo irá valorizar ainda mais este espaço público da cidade.


Retirado do site: http://centrosp.prefeitura.sp.gov.br/projetos/republica.php


Praça da Sé


Requalificação da Paisagem Urbana

Marco-zero da cidade e um dos principais símbolos de São Paulo, a Praça da Sé está em reforma e no início de 2007 estará de cara nova. A Praça ficará mais transitável, sem os vários níveis que dificultavam a circulação e o encontro de pessoas como acontecia até os anos 70. Os canteiros e jardineiras espalhados por toda a praça serão rebaixados; a fonte situada no espelho d'água voltará a funcionar e canteiros, passagens e rampas de acesso especial serão colocadas em pontos estratégicos, facilitando a vida também dos portadores de necessidades especiais.

A rosa dos ventos, em frente à Catedral, receberá atenção especial. O mesmo vai acontecer com a iluminação, o que ajudará a aumentar a segurança e tornar a praça agradável também durante a noite. As esculturas ganharão iluminação especial e um grande rearranjo paisagístico tornará a praça mais verde, sombreada e agradável.

A Praça da Sé nasceu a partir do Largo da Sé, surgido na segunda metade do século XVI. Ali, no mesmo período, teve início a construção da Igreja Matriz, finalizada no início do século XVII. Em meados do século XVIII ela foi demolida e deu lugar a outro templo. Em 1911 todo o local veio abaixo para a construção de uma nova praça, muito maior, e de uma catedral, inaugurada em 1954. No início da década de 1970 a Praça da Sé passou pela maior reforma até então, para a implantação da estação do Metrô, inaugurada em 1978. A nova configuração englobou a Praça Clóvis Bevilácqua.

Retirado do site:http://centrosp.prefeitura.sp.gov.br/projetos/se.php


segunda-feira, 3 de maio de 2010

Centro Histórico de São Paulo

Olá Pessoal!

Dêem uma olhada nesse vídeo que trás fotos e algumas imagens de vídeos do Centro histórico de São Paulo. São imagens da arquitetura da cidade, do metrô, das ruas e avenidas e de tantas outras belezas da nossa tão querida "Selva de Pedra”.
O endereço é http://www.youtube.com/watch?v=_uLFIxU4guI&feature=related


Beijos Renata

ASSOCIAÇÃO VIVA O CENTRO

História do Centro de São Paulo


Entre os cientistas, confeitarias, bondes e muita garoa: um passeio pelo centro de São Paulo na virada do Século XIX.

Lilia Katz Moritz Schwarcz.

"É São Paulo... climatericamente uma cidade européia apenas com os inconvenientes das mais bruscas mudanças de temperatura e das teimosias de um renitente nevoeiro acacimbado, a que se chama aqui a garoa, o que pode levar mui legitimamente um cronista amigo das novidades a chamar-lhe a cidade da garoa." Souza Pinto (1905)
Cerca de três séculos depois de sua fundação, São Paulo não passava de uma calma aldeia colonial, estendendo-se pouco além dos estreitos limites do Tamanduateí e do Anhangabaú. A pequena população de no máximo 20 mil pessoas dormia cedo, já que as ruas não eram iluminadas, e o local era de pouco movimento. Era essa a representação que pairava sobre São Paulo: uma vila sem graça, uma cidade de barro, ponto de entroncamento de tropas; local de partida, não de chegada. Foi o café, sobretudo na década de setenta, que tirou a pacata cidade de seu sono colonial, transformando o vilarejo em centro do comércio cafeeiro; uma "metrópole do café".

É nesse contexto que se aparelha a região central da cidade, no sentido de lá concentrar "símbolos de riqueza e de civilização". Com efeito, ao lado do desenvolvimento material vinham os sinais de distinção; definitivamente era hora de criar uma imagem que melhor identificasse a cidade. É então que tal qual uma noiva orgulhosa o famoso triângulo central da cidade prepara-se para receber o futuro. Vamos a ele.
É no final do século XIX, por exemplo, que passou-se a priorizar edificações que dessem a São Paulo um perfil nitidamente urbano e moderno: os critérios para a construção de prédios foram padronizados, separaram-se com maior rigidez as áreas públicas das áreas privadas, a iluminação mudou do azeite para o querosene e para a iluminação elétrica a partir de 1891.

A cidade vivia um processo quase completo de embelezamento: praças, lojas, passeios e principalmente a construção acelerada de vários palacetes faziam parte do novo cotidiano. Os estilos variavam mas a representação era uma só. Afinal, estava para ser encenado o teatro dessa nova elite paulista, tão carente de símbolos de civilização.
"Faria comprar nas vestes de Paris, por agentes entendidos, secretárias, mesinhas de legitimo Boule. Teria couros lavrados de Cordoba, tapetes da Pérsia e dos Gobelins e fukasas do Japão. Julio Ribeiro, A carne (1887).

Nesse ambiente chamava a atenção o animado movimento de veículos. O tráfego era tal que em 1873 a municipalidade designou locais específicos para estacionamento: Pátio do Colégio; Largo de São Gonçalo; Largo São Francisco e Largo da Luz. Essa é a época dos novos bondes movidos a tração animal, que acompanhavam a evidente expansão territorial e alteravam a pintura local. Em 1887 existiam sete linhas com 25 quilômetros de trilhos, 319 animais e 43 carros, que transportavam 1,5 milhão de passageiros por ano. De fato, a exploração dos bondes elétricos só começou na década de 1890, sem que os velhos modelos tenham sido substituídos de pronto. A grande novidade do início do século atual eram, no entanto, os primeiros automóveis, que apesar de poucos e muito barulhentos causaram verdadeiros tumultos na cidade.

Nas lojas do Centro, já em finais do século, vendia-se de tudo: charutos importados, destilarias, tecidos ingleses, roupas com corte francês, especiarias do Oriente; enfim, através do consumo, a cidade fazia de si uma extensão ligeira do Velho Mundo, Mas não era só. Ávida por luxos europeus, essa nova elite alterava o panorama local com seus novos hábitos: trocavam-se violões por pianos ingleses, modinhas pela música francesa, o rapé da Bahia pelo charuto manilha ou havana, assim como quitutes caseiros por doces vindos da Europa.

Essa é, também, a época dos grandes bailes, das confeitarias requintadas e das agitadas casas de espetáculos corno o Teatro Provisório, o Ginásio Dramático, o Polytheama e, entre outros, o famoso São José. É em 1911 que terminam as construções do Teatro Municipal, considerado, a partir de então, o edifício mais importante de São Paulo e quiçá diziam - da América. Por aqui desfilaram famosos cantores e atores vindos da Europa, assim como a musa Sarah Bernhardt, que esteve três vezes em São Paulo. Dizia-se que os estudantes acompanharam a artista em delírio até o hotel, e, estendendo suas capas para que ela pisasse, gritavam: " Pisez sur nous, Madame!".

Por outro lado a instalação, nesse momento, da Pinacoteca (1911) e do Conservatório Dramático (1907) eram sinais de novas vogas artísticas e musicais.

Mas não é só. Acentuou-se aos poucos, neste local, uma tendência herdada de períodos anteriores: o declínio das manifestações religiosas da era colonial. Com certeza, o menor pendor da população estava ligado aos novos divertimentos que a cidade oferecia. Bem lá, no famoso triângulo paulista, pipocavam os clubes recreativos, as quermesses, os saraus musicais, a lanterna mágica e a photographia animada, o cricket e o futebol entre ingleses, o ciclismo, as apresentações circenses, as touradas no largo dos curros e as brigas de galo, os esportes náuticos, a prática da bicicleta e o footing elegante na XV de Novembro. Os hábitos mudavam e o modelo era uma Europa divertida e refinada.
Esse novo Centro ampliou os espaços sociais de convivência, até então praticamente restritos aos encontros familiares ou aos circuitos vizinhos às grandes fazendas. Com a vida urbana alteravam-se padrões e inaugurava-se uma nova arte: "o bem vestir". Adereços - dos xales aos leques para as mulheres, bengalas e chapéus para os homens -, cremes, cortes, penteados e sobretudo uma maior variedade nos tecidos darão o contorno das novas indumentárias. A partir de então, grupos distintos de tecidos tornam-se propriedade específica de cada um dos sexos. No caso das mulheres, generaliza-se o uso de linho e seda ou lã e seda nos vestidos de rua mais simples, reservando para os trajes de gala os brocados de ouro e prata, os tules ou a gaze cristalizada. Aos homens cabiam as fazendas mais ásperas, o linho e a lã, sobretudo nos espaços públicos. Sobreviviam, porém, na intimidade do lar, o camisolão de algodão e o velho chinelo castigado, uniforme essencial para essa sociedade pouco acostumada à novidade de uma vida social intensa.

O Centro da cidade viu crescer, também, novas bibliotecas e livrarias. Em 1885, as livrarias paulistanas eram as seguintes: a Casa Eclética, na Rua São Bento; a Empresa Literária Fluminense, na Rua Direita; a Paulista, na Rua São Bento e a famosa Casa Garraux, que a princípio se instalou na Rua da Imperatriz, para depois mudar-se para a XV de Novembro.

Os jornais, por outro lado, acompanharão as mudanças da cidade. De fato, a passagem do século assinala a transição da pequena para a grande imprensa. Os pequenos jornais, de estrutura simples, cedem lugar à imprensa jornalística e aos almanaques literários, dotados de equipamentos gráficos até então desconhecidos. Não é fato acidental que na principal rua do Centro de São Paulo, a XV de Novembro, onde estavam localizadas as sedes do London River Plate Bank, do Banco Alemão, do Club Internacional, do Jockey Club, da importante livraria Garroux, funcionavam as redações dos principais jornais paulistanos: o Correio Paulistano e a Província de S. Paulo (futuro O Estado de S. Paulo). Delineava-se a partir de então o fenômeno da grande imprensa - nos termos de Lima Barreto o quarto poder fora da Constituição -, que frente à falta de fatos nunca se furtou a criá-los.

São Paulo nos anos 1870 era uma cidade carente de atividades científicas e educacionais e, paradoxalmente, almejava ver-se representada como tal. O ambiente era, portanto, adequado para a criação acelerada de escolas e instituições de pesquisa. Essa é a época dos 'homens de sciencia" (que percorriam orgulhosos o Centro de São Paulo); do fortalecimento e aparelhamento da Faculdade de Direito; o momento da abertura do Museu Paulista (1885), do Observatório Astronômico (1894), do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (1894) e da estruturação de uma série de escolas privadas. Nos últimos anos do século passado foram fundadas nos arredores da região central a Escola Politécnica e a Mackenzie College, assim como a Escola Normal transferiu-se para um edifício de proporções maiores. Na década de 1880 foram estabelecidos o Externato São José, o Instituto Artístico, o Externato Araújo, entre vários outros. Nesse panorama, os pequenos alunos ganhavam as ruas e os estudantes universitários passavam a expor seus costumes boêmios. É a era das "repúblicas', das noitadas entre acadêmicos que, como observava um viajante da época, transformavam a cidade com seu monótono uniforme: óculos, monóculos ou o elegante pince-nez.

"Famílias modestas geralmente alugavam para rapazes solteiros os cômodos de suas casas cujas janelas davam para a rua a fim de gozarem a devida liberdade. Em descompensação ficavam eles a seco devido à falta de banhos." Pereira de Souza (1886 -1891)

Enfim, aí estava o novo Centro de São Paulo; um Centro de muitas faces. Era nesse local que se concentravam o luxo, a diversão e a representação de uma metrópole que, bem no meio dos trópicos, mais se imaginava como uma pequena Paris (circundada pela pobreza dos bairros operários). Lá no centro de tudo, vivia-se a ilusão de que o futuro estava mesmo perto. Talvez sejam os estudantes a melhor tradução desse novo local.

*Ensaio baseado em texto elaborado por ocasião da exposição "Virando vinte" (novembro de 1994, Secretaria da Cultura do Estado de SP).

Retirado do site: http://www.vivaocentro.org.br/bancodados/centrosp/historia.htm